Neve

O tempo cheira a neve. O manto branco que me leva para tanto de mim. É nele que embrulho alguns esguiços olhares e raros calores de outros tempos. Sempre que a vejo, sempre que a toco, há em mim uma limusine parada de sensações. Quase sorrio. Gosto de a observar em silêncio. Sempre que o tempo me deixa deixo-me esbarrar. É como se o meu corpo, congelado, fosse um amontoado de sentimentos e tradições. O embalo é imperturbável. É assim que o vivo como se criasse uma história sem mote.
Hoje parei num olhar rebelde. Sem norte mas com uma inquietante personalidade. Cozemos o tempo como uma partilha de lareira. Destapamos o que acreditamos e contemplamos, quase no fim, o céu branco. As palavras tinham a ânsia descomungada. Foi ai que alguém soltou: "Hoje vai nevar...". Continuamos a subir a calçada à espera dos pedaços brancos.
Hoje parei num olhar rebelde. Sem norte mas com uma inquietante personalidade. Cozemos o tempo como uma partilha de lareira. Destapamos o que acreditamos e contemplamos, quase no fim, o céu branco. As palavras tinham a ânsia descomungada. Foi ai que alguém soltou: "Hoje vai nevar...". Continuamos a subir a calçada à espera dos pedaços brancos.
3 Comentários:
Maria Alice
No tempo do seminario...
O forno abriu falência ou acabou-se a farinha?
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